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Resenha - O chamado do anjo

7/20/2015 09:01:00 PMFeitas de Vidro



Olá!
Hoje eu vim trazer para vocês a resenha de um livro que eu li, "O chamado do anjo" do escritor francês Guillaume Musso, que aqui no Brasil foi publicado pela editora Verus em 2013.

Sinopse

Nova York, Aeroporto JFK. Na sala de embarque lotada, um homem e uma mulher se esbarram, espalhando suas coisas pelo chão. Após uma discussão banal, cada um segue seu caminho. Madeline e Jonathan nunca haviam se visto e jamais deveriam voltar a se encontrar. Porém, ao recolher seus pertences, trocaram por descuido os celulares. Quando percebem o engano, já estão a dez mil quilômetros um do outro - ela é florista em Paris, ele tem um restaurante em San Francisco.
Não demora muito para ambos cederem à curiosidade, explorando o conteúdo dos respectivos aparelhos. Uma dupla indiscrição, que leva a uma revelação inesperada - suas vidas estão ligadas por um segredo que eles julgavam enterrado para sempre...

Resenha
(Contém spoilers)

Logo que se começa a leitura, a história já se apresenta envolvente. As situações totalmente inesperadas juntamente com a ótima narrativa do escritor e fatos e frases apresentadas no decorrer da história complementam todo o enredo, que aparentemente é simples, mas pela perspectiva dos três personagens principais - Madeline, Jonathan e Alice - acaba-se envolvendo mais e mais na vida de cada um, e o que parece ser um simples romance à distância, se mostra um verdadeiro nó de segredos e mistérios, que o leitor terá que descobrir juntamente com cada personagem.
Não vou negar que pelo menos por um segundo pensei que fosse apenas mais uma história de amor impedida e frustrada por milhares de acontecimentos e motivos que não permitem que um casal fique junto, mas eu estava realmente enganada, pois no livro todo o escritor faz com que Madeline e Jonathan tenham curiosidade um pelo outro, mas não atração sexual ou amorosa, isso apenas acontece depois que tanto um quanto o outro descobre e desvenda podres, mentiras e segredos de cada um, o que na minha opinião foi inteligente pela parte do autor, já que depois que se sabe tudo de ruim de uma pessoa você não espera mais por ela, você não sonha mais com coisas impossíveis, aceita a realidade e acaba amando e ficando feliz pelo o que ela é realmente.
Com tantos mistérios e segredos a serem descobertos na história o autor não explorou a ex mulher de Jonathan e o antigo amor de Madeline como uma coisa que pudesse voltar a acontecer, em algumas partes do livro deixou claro que se dois personagens fossem ficar juntos no final, estes seriam Madeline e Jonathan, não acho que isso tenha interferido tanto na história, embora eu não tenha resistido shippar Madeline com seu antigo amor, o chefe do tráfico de Cheatam Bridge.
Uma coisa que me irritou mais de uma vez na leitura deste livro foi que sempre quando alguma coisa nova estava prestes a ser descoberta ou a história estava num momento de tensão, ele mudava o ponto de vista dos personagens, de Jonathan para Madeline, de Madeline para Alice. Não prejudica a leitura, apenas deixa leitores ansiosos como eu frustrados, o que nos deixa com mais vontade de terminar o livro.
Uma das coisas que eu mais gosto na narrativa do Guillaume Musso é que a cada capítulo ele acrescenta uma citação de um livro, pintor, seja de quem ou da onde for, que se encaixa perfeitamente naquele capítulo em si, o que faz muitas das vezes o leitor querer ler o capítulo mais rápido possível para que consiga entender o que tal citação significa na história.
Quando resolvi comprar este livro, a um bom tempo atrás, imaginava que era tão bom quanto outro livro que eu li do mesmo autor - A garota de papel -, mas sinceramente acabei me decepcionando com o final, que diferente de A garota de papel, que é surpreendente, o final de O chamado do anjo é previsível, se você pensar como eu, tudo o que você quer que aconteça com os personagens acontecem. Quando ele acrescentou a personagem Blythe na história como vilã eu acabei não gostando, pois ele acrescentou uma parte do livro de perseguição e "grandes perigos", que na minha opinião não era necessária e que foi extremamente clichê, não que tenha ficado ruim, mas foi gasto desnecessário de folhas.
Como conclusão deixo que não é desperdício de dinheiro nem tempo ler este livro, mas não é um dos meus favoritos. Espero ler futuramente outros livros do mesmo autor para que eu tenha uma opinião mais ampla da narrativa e histórias dele.



Espero que tenham gostado.
Um beijo, 
bia.

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